Fomos conhecer o rodizio japonês vegano do Djapa restaurante

Já ouvi pessoas difusamente vegetarianas afirmarem “sou vegetariano, mas confesso que sinto falta de um bom japonês”. E nem precisa resistir, pois cada vez mais surgem restaurantes de comida do arquipélago, com variada oferta de opções veganas e por esta razão fomos conhecer o rodizio japonês vegano do Djapa restaurante.

A nossa visita aconteceu antes da quarentena, é uma pena que por enquanto não vamos nos encontrar lá, mas você pode pedir a sua experiência vegana do Djapa em sua casa via delivery pelo Ifood, link abaixo!

No Djapa nem tudo é vegetariano, e nem tudo o que é vegetariano, é também vegano, no entanto ali se pode encontrar um rodízio japonês e vegano de verdade. Explico,  nesse restaurante você não se limita a evitar a proteína animal e não tem que escolher apenas por exclusão, como não raro ocorre a um vegano. No Djapa você tem à sua escolha 20 pratos vegetarianos, 8 sobremesas, sushis e sashimis que deixam até onívoros curiosos e a fim de provar, esquecendo-se de que não está comendo peixinhos 😉 Ou seja, você não só mata a sua fome, mata especialmente aquela vontade de comer alimentos aromáticos, agridoces, crocantes e decididamente saborosos.

 

Tudo no Djapa chega à mesa super fresquinho. Aliás, isto também faz jus a uma tradição culinária que prega que o ato de se alimentar deve se estender aos 5 sentidos, numa profusão de sensações que saciam  também o espírito, e sem pesar. Aliás, pesando menos também no bolso, visto que a proposta de rodízio vegano da casa custa cerca de 20% a menos do que o rodízio convencional.

A cozinha japonesa sempre fez a proeza de manter-se fiel a seus preceitos – harmoniosa, bela, equilibrada e facilmente identificável – mesmo enquanto absorve ingredientes de outras culturas. Assim como essa gastronomia tomou de empréstimo dos europeus ibéricos a fritura leve, de imersão rápida – pense em pastéis… – cerca de dois séculos atrás, e assim como aprendeu com os americanos a consumir laticínios, nessa encarnação vegana a comida japonesa casa-se com graça a ingredientes vegetais dos mais variados. Seguindo essa vibe da reinvenção contínua, no Djapa foram criados pratos veganos com proteínas  – caso do Teppan de Tofu, grelhado na chapa ou do Hiyayakko de Tofu, geladinho e coberto com temperos esfuziantes como o gengibre, ou ainda de pratos que levam queijos vegetais da marca Germinou.

Em japonês Gohan significa tanto arroz quanto “refeição”, ou simplesmente “comida”. O fato dos japoneses conviverem com o cereal há tanto tempo, desde 2.500 a. C., talvez explique a desenvoltura de seus descendentes ao criarem com arroz uma culinária tão simplificada e a um só tempo tão refinada, que faz a festa com poucos ingredientes. E se você saliva só de pensar num bom rodízio de sushis ou sashimis enroladinhos em arroz, cogite a visitar o Djapa, onde poderá comer sem estranheza sashimis de frutas como mamão ou manga, em proposta tão inusitada quanto gostosa. Há também uma espécie de carpaccio de pimentão bem condimentada que o alimentará de sensações mais fortes.

No amplo salão da casa, quem se identifica como vegano recebe uma tag para que os garçons possam identificá-lo com discrição, e servi-lo somente delícias feitas com plantas. O staff está muito alinhado com a proposta, portanto recomendo que se deixe mimar com o farto rodízio que eles levarão à sua mesa, por enquanto disponível apenas nas unidades de Moema e de Moji das Cruzes.

Quando estive lá, comecei com umas entradas crocantes. Incapaz de escolher entre a porção de edamame ou um “peixinho” empanado, que na verdade é uma PANC da horta recém colhida, fiquei logo com as duas. Com o apetite assim desperto, não vi nenhum motivo para não me lançar sobre o Mix de Cogumelos Shitake e Shimeji, fumegante e tenro, que chegou passadinho em manteiga vegetal da marca Germinou. Aprovado com hinos de louvor! Para os fãs de produtos da Germinou ainda há o Huramaki recheado com requeijão e shitake, livre de proteína animal, visto que esse delicioso queijo cremoso é preparado à base de inhame.

 

Uma vez no Djapa, vale a pena provar um pouco de tudo, ou mesmo repetir, pois nessa festa às papilas gustativas, tudo é bem saudável, leve e gostoso. Foi o caso da Trouxinha de Abóbora kabotcha, quase um origami de massa leve, da Robata de Tofu  com a alegria do pimentão, além do combinado de sushis, que mais parece um jardim comestível!

 

 

Se a culinária é uma arte, comer também deve ser. Está aí, ao deixar o Djapa eu já me sentia mais culto, pois agora sabia que existia uma profusão de frutas, tubérculos e legumes que funcionavam perfeitamente em pratos com arroz, algas e temperos orientais. Saí ainda mais admirador da disposição para criar com arte e graciosidade, inerente ao povo desse arquipélago chamado Japão. Próxima lição, aprender comendo aquele ceviche vegano que vi servido na mesa ao lado da minha 😉

Fomos na Unidade Moema, o que vale muito a visita (quando a quarentena acabar) e eles ainda contam com unidades em Mogi das Cruzes e em Arujá.

A nossa visita aconteceu antes da quarentena, é uma pena que por enquanto não vamos nos encontrar lá, mas você pode pedir a sua experiência vegana do Djapa em sua casa via delivery pelo Ifood, link abaixo!

Endereço: Rua Gaivota, 168 – Moema
O Djapa nas mídias sociais @djapa_restaurante
Delivery aqui, Ifood Djapa Moema

Este post tem apoio da @germinouoficial que, além de oferecer produtos veganos de qualidade para o mercado do food service, ela é pioneira no trabalho de captar e assessorar a criação de opções veganas em estabelecimentos que promovem a alimentação fora do lar. No seu mix de produtos, queijos de castanha de caju (que ralam, fatiam, derretem e gratinam), cream gourmet (requeijão de inhame e e também na versão chocolate tipo ganache), carnes vegetal (frango, presunto, salsicha) e manteiga, todos veganos.

Colaboradora de redação: Meire de Oliveira

Avaliação:
Booking.com

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